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O futuro dos reatores compactos está mais próximo: Shelf-M avança para a etapa final de desenvolvimento

O projeto Shelf-M, desenvolvido pela Rosatom, alcançou uma importante etapa em seu processo de desenvolvimento. Segundo informações divulgadas pelo diretor-geral da empresa, Alexey Likhachev, a unidade compacta de reator destinada a usinas nucleares de pequena potência encontra-se na fase final de justificativa de investimentos, aproximando-se da próxima etapa para sua implementação. O Shelf-M integra a nova geração de Small Modular Reactors (SMRs), reatores modulares de pequeno porte que vêm sendo desenvolvidos para ampliar o acesso à energia nuclear de forma segura, eficiente e flexível. A tecnologia foi concebida para atender regiões remotas, áreas industriais, instalações estratégicas e locais onde grandes usinas nucleares não são economicamente viáveis. Os SMRs representam uma das principais tendências do setor energético mundial, oferecendo vantagens como menor tempo de construção, maior modularidade, custos potencialmente reduzidos e elevados padrões de segurança operacional. Essas características tornam a tecnologia uma importante alternativa para a diversificação da matriz energética e para a transição rumo a sistemas de geração de energia de baixa emissão de carbono. O avanço do Shelf-M demonstra o compromisso da Rosatom com o desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor nuclear, acompanhando a crescente demanda global por tecnologias que aliem segurança, sustentabilidade e eficiência energética. À medida que o projeto avança para sua fase final de avaliação de investimentos, cresce também a expectativa sobre sua futura aplicação comercial e sua contribuição para o fortalecimento da geração de energia limpa em diferentes regiões do mundo. Fonte: Rosatom – Publicação oficial no LinkedIn.

Brasil prepara em São Paulo um reator-piscina de 30 MW com 23 elementos combustíveis e fluxo de até centenas de trilhões de nêutrons por segundo para produzir radioisótopos usados em hospitais

O Brasil segue avançando em um dos projetos mais estratégicos da área nuclear: o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que está sendo implantado em Iperó (SP). Com potência térmica de 30 MW, o empreendimento foi concebido para ampliar a produção nacional de radioisótopos utilizados na medicina nuclear, reduzir a dependência de importações e expandir a capacidade de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação em diversas áreas. O RMB será um reator nuclear de pesquisa do tipo piscina, projetado com um núcleo composto por 23 elementos combustíveis e capacidade para gerar fluxos de nêutrons superiores a 100 trilhões de nêutrons por centímetro quadrado por segundo, permitindo aplicações em medicina, indústria, agricultura, meio ambiente e ciência dos materiais. As obras de infraestrutura tiveram início em fevereiro de 2025, após anos de planejamento, licenciamento e desenvolvimento de engenharia. Uma das principais missões do RMB será a produção do molibdênio-99 (Mo-99), matéria-prima utilizada na obtenção do tecnécio-99m (Tc-99m), radioisótopo empregado em aproximadamente 85% dos exames de medicina nuclear realizados no Brasil. Atualmente, esse material precisa ser importado semanalmente, tornando o país dependente de fornecedores internacionais. Com a entrada em operação do RMB, a expectativa é garantir maior autonomia no abastecimento dos hospitais e centros de diagnóstico. Além da produção de radioisótopos para uso médico, o complexo contará com uma Unidade de Processamento de Radioisótopos, responsável por transformar o material irradiado em produtos destinados às aplicações médicas e industriais. O desenvolvimento do RMB é coordenado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com participação de seus institutos de pesquisa e cooperação internacional. O projeto básico foi elaborado em conjunto com a empresa argentina INVAP, referência mundial na construção de reatores de pesquisa, enquanto empresas brasileiras participam do desenvolvimento das estruturas civis e sistemas convencionais do empreendimento. Quando concluído, o complexo reunirá o reator de pesquisa, laboratórios de radioquímica, instalações para análise de materiais irradiados, unidades de processamento de radioisótopos e infraestrutura científica destinada ao desenvolvimento tecnológico nacional. A previsão divulgada pela CNEN aponta a conclusão da fase de construção civil até 2030, seguida pelas etapas de montagem, testes, comissionamento e licenciamento antes do início da operação. FONTE: CPG

Participe da palestra sobre o futuro da energia nuclear e a implementação dos SMRs

A Academia Nacional de Engenharia (ANE) promoverá, no dia 15 de julho, a palestra “Futuro da Energia Nuclear e da Transição Energética: Estratégia de Implementação do SMR”, reunindo especialistas para discutir um dos temas mais relevantes da agenda energética mundial. Os Pequenos Reatores Modulares (SMRs – Small Modular Reactors) são considerados uma das tecnologias mais promissoras para ampliar a segurança energética, reduzir as emissões de carbono e apoiar a transição para uma matriz energética mais sustentável. O encontro abordará os desafios e as estratégias para viabilizar a implementação dessa tecnologia no Brasil e no cenário internacional. A palestra será ministrada por Leonam Guimarães, membro da Academia Nacional de Engenharia, diretor técnico da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) e coordenador do Comitê de Ciência e Tecnologia da AMAZUL. Reconhecido como uma das principais referências brasileiras na área nuclear, o palestrante compartilhará sua visão sobre o papel dos SMRs no futuro da geração de energia. O evento é promovido conjuntamente pelos Comitês de Inovação e Desenvolvimento Sustentável e de Energia da ANE, coordenados por Flavio Grynszpan e Nelson Martins, e tem como objetivo fomentar o debate técnico sobre inovação, desenvolvimento sustentável e o futuro da energia nuclear. Data: 15 de julho de 2026Horário: 17h00Formato: On-line e gratuitoInscrição: Não é necessária inscrição prévia. Os interessados poderão participar diretamente por meio do link disponibilizado pela organização. Fonte: LinkedIn

Quem operará o setor nuclear no futuro? Artigo de Aquilino Senra destaca a importância da formação de profissionais para o desenvolvimento do país

O professor Aquilino Senra, da COPPE/UFRJ, publicou o artigo “Quem operará o setor nuclear no futuro?”, no qual propõe uma reflexão sobre um dos principais desafios para o desenvolvimento da área nuclear no Brasil: a formação e a permanência de profissionais altamente qualificados. No texto, o autor destaca que o debate sobre o futuro da energia nuclear costuma concentrar-se em temas como usinas, novas tecnologias, investimentos e metas climáticas. No entanto, segundo ele, existe uma questão estratégica que precisa ganhar protagonismo: quem será responsável por operar, desenvolver e expandir o setor nuclear nas próximas décadas. O artigo ressalta que atividades de alta complexidade tecnológica exigem profissionais especializados, cuja formação demanda anos de estudo e experiência. Nesse contexto, Aquilino Senra alerta para a importância da transferência de conhecimento entre gerações e para a necessidade de preservar a experiência acumulada nas instituições de pesquisa, órgãos reguladores e empresas do setor. Outro ponto abordado é a necessidade de ampliar as perspectivas de carreira para profissionais da área. O professor observa que o Brasil possui mão de obra qualificada e capacidade para formar novos especialistas, mas destaca que a ausência de políticas estruturadas e de oportunidades de expansão pode levar muitos talentos a migrarem para outros setores da economia ou para o exterior. Ao citar a experiência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que criou em 2010 o primeiro curso de graduação em Engenharia Nuclear do país, o artigo evidencia a importância das universidades na formação de recursos humanos estratégicos para o desenvolvimento nacional. Para o autor, discutir o futuro da energia nuclear exige mais do que ampliar a oferta de cursos: é necessário estabelecer uma política de Estado voltada à formação, retenção e valorização de profissionais, alinhada aos objetivos de longo prazo do Programa Nuclear Brasileiro. O artigo conclui reforçando que o futuro do setor nuclear depende de planejamento, investimento em pessoas e da definição do papel que o Brasil pretende desempenhar no cenário tecnológico internacional, transformando o potencial existente em uma estratégia nacional consistente.

INCT Reatores marca presença em workshop internacional sobre regulação nuclear marítima

Pesquisador do INCT-RNMI apresenta perspectivas brasileiras sobre regulação nuclear offshore em workshop internacional O pesquisador Willian Vieira de Abreu, do Laboratório de Análise Neutrônica e Computacional de Reatores (LANCER/COPPE-UFRJ) e do INCT de Reatores Nucleares Inovadores e Modelagem Integrada (INCT-RNMI), participou do workshop internacional “Maritime Regulations for Nuclear Applications at Sea”, realizado na sede da Lloyd’s Register, em Londres. A participação ocorreu a convite da AMAZUL, e a apresentação “Offshore Regulations: Brazil Perspective” abordou a evolução do arcabouço regulatório brasileiro e os principais desafios para a futura implementação de aplicações nucleares no ambiente marítimo, sob a perspectiva do setor offshore nacional. O evento reuniu representantes de organizações internacionais, autoridades regulatórias, sociedades classificadoras e especialistas da área nuclear. Willian foi o único brasileiro entre os palestrantes convidados, levando ao debate internacional os resultados das pesquisas desenvolvidas pelo LANCER, no âmbito da parceria entre COPPE/UFRJ, Petrobras e INCT-RNMI.

Petrobras avalia inovação nuclear para reduzir emissões em refinarias e operações offshore

A Petrobras estuda a possibilidade de incorporar a energia nuclear à sua estratégia de transição energética por meio da utilização de Pequenos Reatores Modulares (SMRs – Small Modular Reactors). A iniciativa poderá representar um novo marco para a indústria brasileira, combinando inovação tecnológica, segurança energética e redução das emissões de carbono. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a estatal avalia a instalação de um reator modular de aproximadamente 300 MW em uma refinaria localizada no estado do Rio de Janeiro. Em uma etapa futura, a tecnologia também poderá ser aplicada para fornecer energia a plataformas de petróleo e navios-plataforma (FPSOs), diminuindo a dependência de combustíveis fósseis nas operações offshore. Os SMRs vêm ganhando destaque no cenário internacional por oferecerem uma alternativa mais flexível à geração nuclear convencional. Além de exigirem menor investimento inicial, esses reatores possuem construção modular, podem ser instalados próximos a grandes consumidores de energia e apresentam potencial para ampliar a segurança e a eficiência energética de instalações industriais. A adoção dessa tecnologia faz parte do movimento global de busca por fontes de energia de baixa emissão de carbono, especialmente para setores industriais que demandam elevado consumo energético. Caso o projeto avance, a Petrobras dará um passo inédito ao expandir sua atuação para além do petróleo, gás natural e energias renováveis, incorporando a energia nuclear como alternativa para a descarbonização de suas operações. De acordo com a reportagem, a empresa mantém tratativas com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) para avaliar os requisitos regulatórios necessários ao licenciamento da tecnologia. Paralelamente, também estuda parcerias com empresas especializadas no setor nuclear para viabilizar futuros projetos. A movimentação ocorre em um momento de fortalecimento da agenda nuclear no Brasil. O avanço dos pequenos reatores modulares, aliado ao interesse crescente por minerais estratégicos como o urânio, evidencia uma nova fase de discussão sobre segurança energética, inovação tecnológica e transição para uma economia de baixo carbono. Embora o projeto ainda esteja em fase de estudos e não haja confirmação oficial de implantação, a iniciativa demonstra que a energia nuclear poderá desempenhar um papel cada vez mais relevante na estratégia energética da indústria brasileira nas próximas décadas. Fonte: CNN BRASIL

O Brasil está avançando na reestruturação e modernização do setor nuclear nacional

O setor nuclear brasileiro passa por um importante processo de reestruturação institucional e regulatória, voltado à modernização da governança, ao fortalecimento da segurança nuclear e à preparação do país para uma nova geração de tecnologias energéticas. As mudanças buscam tornar o ambiente regulatório mais eficiente, ampliar a cooperação internacional e impulsionar o desenvolvimento sustentável da energia nuclear no Brasil. A nova governança nuclear tem como objetivo consolidar um modelo mais moderno e alinhado às melhores práticas internacionais, fortalecendo a atuação dos órgãos responsáveis pela regulação, fiscalização e desenvolvimento das atividades nucleares. A iniciativa também pretende ampliar a transparência, garantir maior segurança jurídica e estimular investimentos em pesquisa, inovação e infraestrutura. Entre os principais desafios do setor está a preparação para a adoção de tecnologias emergentes, como os Pequenos Reatores Modulares (Small Modular Reactors – SMRs). Considerados uma das principais tendências da energia nuclear mundial, os SMRs oferecem vantagens como maior flexibilidade operacional, redução de custos de implantação, sistemas avançados de segurança e possibilidade de aplicação em diferentes contextos, incluindo regiões isoladas e projetos industriais. Além dos SMRs, a reestruturação também busca criar condições para fortalecer toda a cadeia produtiva nuclear brasileira, que envolve mineração de urânio, enriquecimento de combustível, geração de energia elétrica, produção de radioisótopos para a medicina e aplicações industriais e científicas. O movimento acompanha uma tendência internacional de retomada dos investimentos em energia nuclear como alternativa para a descarbonização da matriz energética. Diversos países têm ampliado seus programas nucleares com o objetivo de garantir segurança energética e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, reforçando o papel estratégico dessa fonte na transição para uma economia de baixo carbono. Nesse cenário, o Brasil reúne vantagens competitivas importantes, como uma das maiores reservas de urânio do mundo, domínio das tecnologias de enriquecimento de combustível e experiência consolidada na operação de usinas nucleares. A modernização da governança poderá ampliar ainda mais a capacidade do país de participar dos novos mercados globais voltados à inovação nuclear. Instituições de ensino e pesquisa, como a COPPE/UFRJ, também desempenham papel fundamental nesse processo, contribuindo para o desenvolvimento científico, a formação de especialistas e o avanço de pesquisas em engenharia nuclear, materiais, segurança de reatores e novas tecnologias para o setor. Com uma estrutura institucional mais moderna e integrada, o Brasil fortalece sua posição estratégica no cenário internacional e cria bases para ampliar sua participação no desenvolvimento de soluções nucleares voltadas à segurança energética, à sustentabilidade e à inovação tecnológica nas próximas décadas. Fonte: Eixos

O Brasil acaba de colocar oficialmente na mesa a discussão sobre reatores nucleares modulares

O Brasil deu um passo importante rumo à diversificação de sua matriz energética ao colocar oficialmente em pauta a discussão sobre os pequenos reatores nucleares modulares (SMR). A iniciativa foi formalizada com a instalação do Grupo de Trabalho nº 19 (GT-19) pelo Ministério de Minas e Energia (MME), responsável por avaliar os caminhos necessários para viabilizar a adoção dessa tecnologia no país. Criado no âmbito do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, o GT-19 reúne representantes do governo, da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, de empresas do setor produtivo e de instituições acadêmicas. O objetivo é construir, de forma integrada, as bases técnicas, regulatórias e institucionais para a inserção dos SMR no Brasil. A proposta marca o início de um processo estratégico que pode levar anos, mas que começa com um ponto essencial: mapear as condições necessárias para que o país esteja preparado para essa nova geração de usinas nucleares. O que são os pequenos reatores modulares (SMR) Os SMR são reatores nucleares de menor porte, projetados para serem fabricados em módulos e montados no local de operação. Essa característica permite redução de custos, maior previsibilidade de prazos e flexibilidade na expansão da capacidade energética. Diferentemente das grandes usinas tradicionais, como Angra 1 e Angra 2, os SMR podem ser instalados de forma gradual, acompanhando o crescimento da demanda. Além disso, oferecem geração contínua de energia, independentemente de condições climáticas. No cenário internacional, países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França e China já avançam na implementação dessa tecnologia, considerada estratégica para a transição energética global. O papel do GT-19 e os próximos passos Entre os principais temas que serão analisados pelo grupo estão: Segundo o Ministério de Minas e Energia, a proposta é construir uma abordagem colaborativa que alinhe inovação, segurança e desenvolvimento energético. Energia nuclear e segurança energética Apesar de possuir uma matriz majoritariamente renovável, o Brasil enfrenta desafios relacionados à intermitência das fontes como solar e eólica e à dependência de regimes hidrológicos. Nesse contexto, a energia nuclear se apresenta como uma fonte estável, contínua e de baixa emissão de carbono, funcionando como base para complementar outras fontes renováveis. Os SMR, em especial, surgem como uma alternativa mais flexível e adaptável à realidade brasileira, permitindo ampliar a capacidade energética sem os desafios associados a grandes empreendimentos. Desafios para implementação no Brasil A adoção dos reatores modulares no país exigirá avanços importantes, como: Além disso, será necessário investir na formação de profissionais qualificados, uma vez que a operação de instalações nucleares demanda alto nível de especialização. Perspectivas A expectativa é que o GT-19 elabore, ao longo de 2026, um conjunto de diretrizes estratégicas que orientem futuras decisões no âmbito do Programa Nuclear Brasileiro. Mais do que um projeto imediato, a iniciativa sinaliza que o Brasil busca se posicionar diante das transformações globais no setor energético, acompanhando o avanço de tecnologias que podem desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. A discussão sobre os SMR abre um novo capítulo no debate energético nacional, trazendo à tona questões sobre inovação, segurança e planejamento de longo prazo para o desenvolvimento sustentável do país. Fonte: Click Petróleo e Gás

INAC 2026: A International Nuclear Atlantic Conference chega à sua 12ª edição reunindo os principais nomes do setor para discutir o futuro da energia nuclear

O site oficial da INAC 2026 – International Nuclear Atlantic Conference já está no ar, marcando o início da divulgação de um dos mais relevantes eventos do setor nuclear no Brasil e no cenário internacional. Em sua 12ª edição, a conferência reunirá especialistas, pesquisadores, representantes da indústria e do setor público para discutir os caminhos da energia nuclear, com foco no tema “Energia Nuclear: Átomos para um futuro verde”. O evento será realizado no Rio de Janeiro, na Escola de Guerra Naval (EGN), entre os dias 24 e 28 de agosto de 2026, consolidando-se como um espaço estratégico para debates, inovação e construção de parcerias. Promovida pela Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), a programação contará com diversas atividades, incluindo ENFIR, ENAN, ENIN, ExpoINAC, sessões técnicas e apresentações científicas. Serão cinco dias de intensa programação, voltados ao avanço científico e tecnológico do setor nuclear. Além disso, já estão definidas as datas para submissão de trabalhos: Acesse o site AQUI. Fonte: Aben_nuclear

Nova Tecnologia com Navios Nucleares pode Revolucionar o Transporte Marítimo

Uma nova geração de navios movidos à energia nuclear pode transformar profundamente o setor de transporte marítimo global. A proposta, que vem sendo desenvolvida por parcerias internacionais, aposta no uso de reatores nucleares compactos para alimentar embarcações e estruturas no mar, oferecendo uma alternativa mais limpa e eficiente em comparação aos combustíveis fósseis. A principal vantagem dessa tecnologia está na capacidade de gerar energia por longos períodos sem necessidade de reabastecimento. Em alguns casos, estima-se que embarcações possam operar por décadas com o mesmo combustível, reduzindo custos operacionais e aumentando significativamente a autonomia das rotas marítimas. Além disso, os navios nucleares têm potencial para reduzir drasticamente as emissões de gases poluentes, contribuindo para a descarbonização do transporte marítimo, um dos grandes desafios ambientais da atualidade. Projetos em desenvolvimento já estudam a aplicação dessa tecnologia em grandes navios de carga, capazes de transportar milhares de contêineres em rotas globais com maior eficiência energética. Outro ponto importante é a evolução dos reatores nucleares, que estão se tornando mais seguros e compactos. Novos modelos são projetados para operar sob condições que minimizam riscos, tornando a tecnologia mais viável para uso comercial, além do tradicional emprego militar. Apesar do grande potencial, especialistas destacam que ainda existem desafios regulatórios e de segurança a serem superados. Organizações internacionais já discutem a atualização de normas para garantir o uso seguro da energia nuclear no ambiente marítimo. Se bem-sucedida, essa inovação pode marcar uma nova era no transporte global, combinando alta eficiência, menor impacto ambiental e maior autonomia, redefinindo a logística marítima nas próximas décadas. Fonte: Tecnologia.ig