
O Conselho de Estado da China aprovou, em 31 de julho de 2026, a construção de oito novos reatores nucleares, distribuídos em quatro projetos nas províncias costeiras de Zhejiang, Guangdong, Liaoning e Shandong. O investimento estimado para as novas unidades é de 160 bilhões de yuans, cerca de US$ 24 bilhões.
Os oito reatores utilizarão tecnologias nucleares de terceira geração desenvolvidas na China. Seis unidades serão equipadas com a tecnologia Hualong One, sendo quatro delas da versão atualizada Hualong One 2.0, que incorpora controles inteligentes e construção modular. As duas unidades restantes, previstas para Shandong, utilizarão o Guohe One (CAP1400), um reator de água pressurizada.
A nova rodada de aprovações faz parte da estratégia chinesa de ampliar significativamente a participação da energia nuclear na matriz elétrica. O país estabeleceu como meta alcançar 110 GW de capacidade nuclear instalada até 2030, o que representaria um aumento de aproximadamente 80% em relação aos 62,5 GW em operação comercial registrados no final de 2025.
Com as novas aprovações, a China passa a contabilizar 112 reatores em operação, em construção ou oficialmente aprovados, somando aproximadamente 125 GW de capacidade. O país mantém, assim, o maior portfólio de projetos de energia nuclear do mundo e vem aprovando pelo menos dez novos reatores por ano há quatro anos consecutivos, com exceção da rodada mais recente, de oito unidades.
A expansão do parque nuclear está associada também às metas chinesas de redução das emissões de carbono, reforçando o papel atribuído pelo país à energia nuclear na estratégia de descarbonização do setor elétrico.
Fonte: Poder360



