Governo avança e cria grupo de trabalho para estudos sobre Microrreatores Nucleares

O governo federal avançou na agenda de estudos sobre novas tecnologias nucleares ao instituir um Grupo Técnico para avaliar a infraestrutura nacional necessária à eventual recepção de pequenos e microrreatores nucleares no Brasil. A iniciativa foi formalizada pelo Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, por meio da Resolução nº 43/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União. Os microrreatores modulares são reatores nucleares de baixa potência, geralmente de até 300 MW, desenvolvidos de forma compacta e padronizada. A tecnologia permite a geração de energia descentralizada e contínua, sendo considerada uma alternativa com menor custo e prazo de implantação mais curto em comparação às usinas nucleares convencionais. Em desenvolvimento em diversos países, os microrreatores têm ganhado destaque no debate energético global. No Brasil, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem defendido publicamente a ampliação dos investimentos na fonte nuclear, ressaltando o potencial brasileiro em urânio e a importância de uma matriz energética mais segura, confiável e distribuída. O Grupo Técnico será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e contará com representantes titulares e suplentes de diferentes órgãos e entidades, entre eles o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de Minas e Energia, além de instituições como a Comissão Nacional de Energia Nuclear, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, a Eletronuclear, a Empresa de Pesquisas Energéticas, o Ibama, as Indústrias Nucleares do Brasil S.A. e a Marinha do Brasil, por meio de sua Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico. O prazo inicial de funcionamento do grupo será de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por até 90 dias. As reuniões ordinárias e extraordinárias estão previstas para ocorrer no Palácio do Planalto, em Brasília. Fonte: Canal Solar
Reator Nuclear Histórico de São Paulo Passa a Produzir Radiofármacos para Tratamento de Câncer

Um reator nuclear com quase 70 anos, instalado na Cidade Universitária em São Paulo, vai contribuir para o tratamento de pacientes brasileiros com câncer. Fruto de uma parceria entre a Marinha e o IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), o equipamento será usado para produzir lutécio-177, um radiofármaco essencial na radioterapia, especialmente no combate ao câncer de próstata. Inaugurado em 1957, o reator foi construído em apenas 18 meses graças ao apoio da Universidade de São Paulo, que cedeu o terreno, e do CNPq, que financiou a obra. Para gerar o lutécio-177, o reator funciona 24 horas por dia, com medidas rigorosas de segurança: o processo ocorre no fundo de uma piscina de nove metros de profundidade, e todos os operadores usam dosímetros eletrônicos que monitoram a exposição à radiação. O projeto permitirá a produção nacional do radiofármaco, atualmente importado, reduzindo em até dez vezes o custo do tratamento no país e ampliando o acesso à terapia para a população brasileira. Clique AQUI para conferir a notícia completa! Fonte: CNN