Microrreatores nucleares entram no radar de longo prazo no Brasil

Os microrreatores nucleares voltam a integrar o planejamento energético de longo prazo do Brasil, impulsionados por investimentos públicos e privados e pela construção de uma unidade crítica no Rio de Janeiro. Com potência entre 1 e 10 megawatts, esses reatores são voltados ao atendimento de comunidades isoladas, polos industriais e infraestruturas remotas, como alternativa aos geradores a diesel, enquanto os pequenos reatores modulares (SMRs) e as usinas convencionais seguem atendendo demandas maiores do sistema elétrico. No país, a tecnologia ainda está em fase experimental. O principal projeto reúne cerca de R$ 30 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, via Finep, e aproximadamente R$ 20 milhões de contrapartida privada liderada pela Diamante Geração de Energia, com foco em pesquisa e formação técnica, sem geração comercial de energia. No cenário internacional, países como Estados Unidos, China, Rússia, Canadá e Japão também mantêm os microrreatores majoritariamente em unidades de teste ou demonstração. Entre os desafios estão o combustível nuclear, já que muitos projetos exigem enriquecimento acima dos 5% dominados pelo Brasil, e a gestão de rejeitos, hoje armazenados de forma provisória, como ocorre nas usinas de Angra, que ainda não contam com um repositório geológico definitivo. Apesar dos avanços em segurança, como resfriamento passivo e maior automação, a expectativa é que a aplicação comercial dos microrreatores no Brasil ocorra apenas no final da década de 2030, inicialmente em projetos-piloto, competindo com outras fontes de baixo carbono em nichos específicos onde confiabilidade e logística são determinantes. Confira a notícia completa AQUI! Fonte: CNN Brasil
Governo avança e cria grupo de trabalho para estudos sobre Microrreatores Nucleares

O governo federal avançou na agenda de estudos sobre novas tecnologias nucleares ao instituir um Grupo Técnico para avaliar a infraestrutura nacional necessária à eventual recepção de pequenos e microrreatores nucleares no Brasil. A iniciativa foi formalizada pelo Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, por meio da Resolução nº 43/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União. Os microrreatores modulares são reatores nucleares de baixa potência, geralmente de até 300 MW, desenvolvidos de forma compacta e padronizada. A tecnologia permite a geração de energia descentralizada e contínua, sendo considerada uma alternativa com menor custo e prazo de implantação mais curto em comparação às usinas nucleares convencionais. Em desenvolvimento em diversos países, os microrreatores têm ganhado destaque no debate energético global. No Brasil, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem defendido publicamente a ampliação dos investimentos na fonte nuclear, ressaltando o potencial brasileiro em urânio e a importância de uma matriz energética mais segura, confiável e distribuída. O Grupo Técnico será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e contará com representantes titulares e suplentes de diferentes órgãos e entidades, entre eles o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de Minas e Energia, além de instituições como a Comissão Nacional de Energia Nuclear, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, a Eletronuclear, a Empresa de Pesquisas Energéticas, o Ibama, as Indústrias Nucleares do Brasil S.A. e a Marinha do Brasil, por meio de sua Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico. O prazo inicial de funcionamento do grupo será de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por até 90 dias. As reuniões ordinárias e extraordinárias estão previstas para ocorrer no Palácio do Planalto, em Brasília. Fonte: Canal Solar
ANSN visita Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda para avaliar potencial de instalação do primeiro pequeno reator modular (SMR) do País

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) realizou, na quinta-feira (30), uma visita técnica ao Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo (SC), com o objetivo de avaliar o potencial de aproveitamento da infraestrutura existente para futuras aplicações com pequenos reatores modulares (SMRs), uma tecnologia inovadora em estudo no cenário internacional. Os SMRs representam uma nova geração de reatores nucleares voltados à geração elétrica segura, eficiente e de baixo impacto ambiental. Durante a visita, a comitiva da ANSN acompanhou apresentações técnicas, percorreu áreas operacionais e discutiu aspectos gerais sobre o conceito de reaproveitamento de instalações termoelétricas para eventual implantação desses reatores, em linha com experiências já analisadas em outros países. O diretor-presidente da ANSN, Alessandro Facure, destacou que as discussões estão em estágio inicial e não envolvem qualquer procedimento de licenciamento: “Estamos conhecendo as instalações e debatendo possibilidades técnicas. Não se trata de um processo de licenciamento, mas de uma discussão preliminar sobre uma alternativa que já vem sendo estudada no mundo — a de aproveitar estruturas de termoelétricas convencionais para abrigar pequenos reatores modulares.” Também participaram da visita o diretor de Instalações Nucleares e Salvaguardas (DINS), Ailton Fernando Dias, o coordenador-geral de Reatores, Daniel Palma, e o chefe de Gabinete, Ricardo Guterres. A iniciativa faz parte dos esforços da ANSN para acompanhar tendências tecnológicas e debates internacionais sobre novas gerações de reatores nucleares, reforçando o compromisso da Autoridade com a inovação, a segurança e o desenvolvimento sustentável do setor nuclear brasileiro. Fonte: Gov.br
Pesquisadores da UFRJ participam do CIEP 23, conferência internacional sobre intercâmbio de profissionais na China

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão participando da 23ª edição da “Conference on International Exchange of Professionals” (CIEP 23), um dos maiores eventos internacionais dedicados à cooperação científica e tecnológica, realizado entre as cidades de Xangai, Qingdao e Jinan, na China. O encontro, que reúne mais de 2 mil professores e pesquisadores de dezenas de países, incluindo laureados com o Prêmio Nobel, se estende até o dia 26 de outubro. Representando o Programa de Engenharia Nuclear da COPPE/UFRJ e o INCT de Reatores Nucleares, Modulares e Inovadores, a comitiva brasileira é composta pelo professor Su Jian, pelo Dr. Willian de Abreu e pelo Dr. Gabriel Caetano. Durante o evento, os pesquisadores apresentaram seus projetos voltados à aplicação de Reatores Nucleares Modulares (SMRs) no contexto offshore, uma das áreas mais promissoras para a descarbonização das atividades marítimas e a transição energética global. “Participar do CIEP é uma oportunidade de compartilhar os avanços da pesquisa brasileira em energia nuclear e, ao mesmo tempo, estabelecer conexões com instituições e pesquisadores de todo o mundo”, destaca o Dr. Willian de Abreu. Com foco em ciência, tecnologia e inovação, o CIEP 23 busca fortalecer o intercâmbio de experiências e a cooperação internacional entre universidades, centros de pesquisa e empresas, reforçando o papel estratégico da energia nuclear como caminho para um futuro mais sustentável.
Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados discute o uso de pequenos reatores nucleares modulares no Brasil

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (21), às 16h, uma audiência pública para discutir os pequenos reatores nucleares modulares (SMRs) e seu potencial para fortalecer a segurança energética e acelerar a descarbonização no Brasil. A iniciativa foi proposta pelo deputado Julio Lopes (PP-RJ), que destacou a importância de alinhar o país ao avanço global da tecnologia nuclear modular. Os SMRs (Small Modular Reactors) representam uma nova geração de reatores mais seguros, eficientes e escaláveis, com montagem modular e emissões praticamente nulas de carbono. A tecnologia pode complementar fontes renováveis, como solar e eólica, e levar energia a regiões remotas. A audiência reunirá representantes de destaque do setor, entre eles André Augusto Campagnole dos Santos (CNEN/MCTI), Almirante de Esquadra Alexandre Rabello de Faria (Marinha do Brasil), Alessandro Facure Neves de Salles Soares (ANSN), Carlos Henrique Seixas (ABEN), André Luiz Rodrigues Osório (Eletronuclear), Thiago Ivanoski (EPE), Vice-Almirante Carlos Alberto Matias (AMAZUL), Marco Aurélio Vieira (IPEGEN), além de representantes da Eletrobras, Rosatom, Rosenergoatom, e especialistas como Giovanni Laranjo de Stefani (Coppe/UFRJ) e Glauciele Avelar (Nuclep). O debate também abordará a retomada de Angra 3, vista como essencial para consolidar a base tecnológica do setor nuclear brasileiro. A Marinha do Brasil, com sua experiência em reatores de pequeno porte, pode contribuir para o avanço dos SMRs civis. A Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN) defende o investimento nessa tecnologia como parte da transição energética e da meta de neutralidade de carbono até 2050. Países como Estados Unidos, Canadá e Rússia já estão em estágio avançado de desenvolvimento dos reatores modulares, e o Brasil busca se inserir nesse cenário de inovação e soberania tecnológica. Confira a notícia completa AQUI! Fonte: Cenário Energia