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Demanda da inteligência artificial pode impulsionar expansão histórica da energia nuclear até 2050

O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) está provocando uma mudança profunda no debate global sobre energia, e a energia nuclear voltou ao centro das estratégias de longo prazo. Um relatório internacional aponta que a capacidade nuclear instalada no mundo pode registrar um salto histórico até 2050, impulsionada principalmente pela demanda crescente de eletricidade dos data centers que sustentam modelos de IA, serviços em nuvem e sistemas digitais de alta complexidade. Todo o conforto, automação e agilidade proporcionados pelas ferramentas de inteligência artificial têm um custo energético significativo. Os data centers responsáveis por treinar, armazenar e operar modelos avançados consomem volumes de eletricidade comparáveis aos de países inteiros. Essa “fome” energética passou a ser tratada como um dos principais desafios da nova economia digital e foi tema de discussões estratégicas no Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, onde líderes políticos, executivos de tecnologia e especialistas em energia debateram como sustentar essa expansão sem comprometer metas climáticas. Nesse contexto, a Associação Nuclear Mundial divulgou o relatório World Nuclear Outlook, indicando que os planos já anunciados por diferentes governos podem elevar a capacidade nuclear global para cerca de 1.446 gigawatts até 2050. Hoje, a potência somada dos reatores em operação no mundo gira em torno de 370 a 380 gigawatts elétricos (GW). A projeção representa, portanto, uma expansão sem precedentes, recolocando a energia nuclear como um dos pilares para garantir oferta estável e de grande escala nas próximas décadas. O diagnóstico que se consolida entre especialistas é que a infraestrutura elétrica se tornou o verdadeiro gargalo da era da inteligência artificial. Algoritmos evoluem rapidamente, chips ficam mais potentes e aplicações se multiplicam, mas a geração de energia precisa acompanhar esse ritmo. Treinar grandes modelos, manter sistemas generativos funcionando 24 horas por dia e expandir serviços digitais globais exige fornecimento contínuo, confiável e de baixa emissão de carbono, características associadas à geração nuclear. Além da estabilidade, a energia nuclear é vista como aliada na transição energética, por não emitir gases de efeito estufa durante a operação. Para muitos países, a combinação de renováveis com usinas nucleares passa a ser considerada uma estratégia para atender à crescente demanda sem aumentar a dependência de combustíveis fósseis. Ao mesmo tempo, o debate sobre segurança, custos, resíduos e aceitação social segue como parte central das decisões que moldarão o ritmo dessa expansão. Com a digitalização avançando sobre praticamente todos os setores, da indústria à saúde, da educação aos serviços financeiros, a relação entre inteligência artificial e energia tende a se tornar cada vez mais estreita. O cenário projetado até 2050 indica que o futuro da IA não depende apenas de avanços computacionais, mas também da capacidade global de produzir eletricidade em escala suficiente, de forma segura e sustentável, colocando a energia nuclear novamente em posição estratégica no tabuleiro energético mundial. Fonte: Veja

Microrreatores nucleares entram no radar de longo prazo no Brasil

Os microrreatores nucleares voltam a integrar o planejamento energético de longo prazo do Brasil, impulsionados por investimentos públicos e privados e pela construção de uma unidade crítica no Rio de Janeiro. Com potência entre 1 e 10 megawatts, esses reatores são voltados ao atendimento de comunidades isoladas, polos industriais e infraestruturas remotas, como alternativa aos geradores a diesel, enquanto os pequenos reatores modulares (SMRs) e as usinas convencionais seguem atendendo demandas maiores do sistema elétrico. No país, a tecnologia ainda está em fase experimental. O principal projeto reúne cerca de R$ 30 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, via Finep, e aproximadamente R$ 20 milhões de contrapartida privada liderada pela Diamante Geração de Energia, com foco em pesquisa e formação técnica, sem geração comercial de energia. No cenário internacional, países como Estados Unidos, China, Rússia, Canadá e Japão também mantêm os microrreatores majoritariamente em unidades de teste ou demonstração. Entre os desafios estão o combustível nuclear, já que muitos projetos exigem enriquecimento acima dos 5% dominados pelo Brasil, e a gestão de rejeitos, hoje armazenados de forma provisória, como ocorre nas usinas de Angra, que ainda não contam com um repositório geológico definitivo. Apesar dos avanços em segurança, como resfriamento passivo e maior automação, a expectativa é que a aplicação comercial dos microrreatores no Brasil ocorra apenas no final da década de 2030, inicialmente em projetos-piloto, competindo com outras fontes de baixo carbono em nichos específicos onde confiabilidade e logística são determinantes. Confira a notícia completa AQUI! Fonte: CNN Brasil

Governo avança e cria grupo de trabalho para estudos sobre Microrreatores Nucleares

O governo federal avançou na agenda de estudos sobre novas tecnologias nucleares ao instituir um Grupo Técnico para avaliar a infraestrutura nacional necessária à eventual recepção de pequenos e microrreatores nucleares no Brasil. A iniciativa foi formalizada pelo Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, por meio da Resolução nº 43/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União. Os microrreatores modulares são reatores nucleares de baixa potência, geralmente de até 300 MW, desenvolvidos de forma compacta e padronizada. A tecnologia permite a geração de energia descentralizada e contínua, sendo considerada uma alternativa com menor custo e prazo de implantação mais curto em comparação às usinas nucleares convencionais. Em desenvolvimento em diversos países, os microrreatores têm ganhado destaque no debate energético global. No Brasil, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem defendido publicamente a ampliação dos investimentos na fonte nuclear, ressaltando o potencial brasileiro em urânio e a importância de uma matriz energética mais segura, confiável e distribuída. O Grupo Técnico será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e contará com representantes titulares e suplentes de diferentes órgãos e entidades, entre eles o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de Minas e Energia, além de instituições como a Comissão Nacional de Energia Nuclear, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, a Eletronuclear, a Empresa de Pesquisas Energéticas, o Ibama, as Indústrias Nucleares do Brasil S.A. e a Marinha do Brasil, por meio de sua Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico. O prazo inicial de funcionamento do grupo será de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por até 90 dias. As reuniões ordinárias e extraordinárias estão previstas para ocorrer no Palácio do Planalto, em Brasília. Fonte: Canal Solar

ANSN visita Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda para avaliar potencial de instalação do primeiro pequeno reator modular (SMR) do País

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) realizou, na quinta-feira (30), uma visita técnica ao Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo (SC), com o objetivo de avaliar o potencial de aproveitamento da infraestrutura existente para futuras aplicações com pequenos reatores modulares (SMRs), uma tecnologia inovadora em estudo no cenário internacional. Os SMRs representam uma nova geração de reatores nucleares voltados à geração elétrica segura, eficiente e de baixo impacto ambiental. Durante a visita, a comitiva da ANSN acompanhou apresentações técnicas, percorreu áreas operacionais e discutiu aspectos gerais sobre o conceito de reaproveitamento de instalações termoelétricas para eventual implantação desses reatores, em linha com experiências já analisadas em outros países. O diretor-presidente da ANSN, Alessandro Facure, destacou que as discussões estão em estágio inicial e não envolvem qualquer procedimento de licenciamento: “Estamos conhecendo as instalações e debatendo possibilidades técnicas. Não se trata de um processo de licenciamento, mas de uma discussão preliminar sobre uma alternativa que já vem sendo estudada no mundo — a de aproveitar estruturas de termoelétricas convencionais para abrigar pequenos reatores modulares.” Também participaram da visita o diretor de Instalações Nucleares e Salvaguardas (DINS), Ailton Fernando Dias, o coordenador-geral de Reatores, Daniel Palma, e o chefe de Gabinete, Ricardo Guterres. A iniciativa faz parte dos esforços da ANSN para acompanhar tendências tecnológicas e debates internacionais sobre novas gerações de reatores nucleares, reforçando o compromisso da Autoridade com a inovação, a segurança e o desenvolvimento sustentável do setor nuclear brasileiro. Fonte: Gov.br

Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados discute o uso de pequenos reatores nucleares modulares no Brasil

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (21), às 16h, uma audiência pública para discutir os pequenos reatores nucleares modulares (SMRs) e seu potencial para fortalecer a segurança energética e acelerar a descarbonização no Brasil. A iniciativa foi proposta pelo deputado Julio Lopes (PP-RJ), que destacou a importância de alinhar o país ao avanço global da tecnologia nuclear modular. Os SMRs (Small Modular Reactors) representam uma nova geração de reatores mais seguros, eficientes e escaláveis, com montagem modular e emissões praticamente nulas de carbono. A tecnologia pode complementar fontes renováveis, como solar e eólica, e levar energia a regiões remotas. A audiência reunirá representantes de destaque do setor, entre eles André Augusto Campagnole dos Santos (CNEN/MCTI), Almirante de Esquadra Alexandre Rabello de Faria (Marinha do Brasil), Alessandro Facure Neves de Salles Soares (ANSN), Carlos Henrique Seixas (ABEN), André Luiz Rodrigues Osório (Eletronuclear), Thiago Ivanoski (EPE), Vice-Almirante Carlos Alberto Matias (AMAZUL), Marco Aurélio Vieira (IPEGEN), além de representantes da Eletrobras, Rosatom, Rosenergoatom, e especialistas como Giovanni Laranjo de Stefani (Coppe/UFRJ) e Glauciele Avelar (Nuclep). O debate também abordará a retomada de Angra 3, vista como essencial para consolidar a base tecnológica do setor nuclear brasileiro. A Marinha do Brasil, com sua experiência em reatores de pequeno porte, pode contribuir para o avanço dos SMRs civis. A Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN) defende o investimento nessa tecnologia como parte da transição energética e da meta de neutralidade de carbono até 2050. Países como Estados Unidos, Canadá e Rússia já estão em estágio avançado de desenvolvimento dos reatores modulares, e o Brasil busca se inserir nesse cenário de inovação e soberania tecnológica. Confira a notícia completa AQUI! Fonte: Cenário Energia

Por que a energia nuclear está reconquistando espaço no cenário mundial

A energia nuclear, antes desacreditada por acidentes como Chernobyl e Fukushima e pelos altos custos de gestão, vive um ressurgimento global. Países que antes planejavam abandonar a fonte, como Japão, Alemanha, Suécia e Itália, estão reavaliando suas posições e até ampliando projetos. A Finlândia inaugurou o maior reator da Europa em 2023, enquanto os EUA e a China lideram novos investimentos. Esse movimento é impulsionado pela necessidade de substituir o carvão e reduzir a dependência do gás russo, além da pressão por energia limpa e estável. Empresas privadas e gigantes da tecnologia investem em novos modelos, como pequenos reatores modulares (SMRs) e pesquisas em fusão nuclear. O setor também busca reduzir custos e prazos por meio da padronização de projetos e da cooperação empresarial. No entanto, o futuro da energia nuclear dependerá de políticas públicas de longo prazo, investimentos em qualificação e da superação de entraves burocráticos sem comprometer a segurança. Confira a notícia completa AQUI! Fonte: Gazeta do Povo