
O Brasil desponta como um dos principais destinos globais para investimentos em data centers, com expectativa de atrair cerca de US$ 3 trilhões nos próximos cinco anos, segundo a Moody’s. Atualmente na 12ª posição do ranking mundial e líder na América Latina, o país conta com cerca de 200 empreendimentos e previsão de investimentos entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões até 2030.
De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, fatores como abundância de energia e água, além da posição estratégica no tráfego internacional de dados e da rede de cabos submarinos, tornam o Brasil altamente atrativo. O Ministério das Comunicações planeja implementar uma Política Nacional de Data Centers, vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB), com foco em segurança jurídica, eficiência energética e formação de mão de obra, além da criação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center no Brasil (Redata), que depende de aprovação do Congresso Nacional.
Esse cenário pode favorecer parcerias com o setor nuclear, especialmente diante da crescente demanda energética dos data centers. Grandes empresas de tecnologia já adotam a energia nuclear como alternativa limpa e confiável. Em janeiro, a Meta firmou parcerias com TerraPower, Oklo Inc. e Kairos Power para abastecer o projeto Prometheus, um supercluster de IA. Amazon e Google também anunciaram acordos com instituições do setor nuclear, incluindo projetos com pequenos reatores modulares (SMRs).
No Brasil, esse contexto pode impulsionar o desenvolvimento do primeiro microrreator nuclear nacional, cujo licenciamento da Unidade Crítica teve início no fim de 2025. O projeto, desenvolvido no Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN) com a participação de 13 parceiros institucionais, prevê aplicações como o fornecimento de energia para data centers. Segundo o Dr. Francisco José de Oliveira Ferreira, diretor substituto do IEN/CNEN, os microrreatores nucleares se apresentam como uma solução compacta, eficiente e sustentável para garantir energia contínua e confiável às operações críticas de inteligência artificial.
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Fonte: Gov.br



